A DEMOCRACIA




·         Para Sócrates a grande contribuição na discussão política e suas contradições devem estar ligadas, no modo radical e sistemático de análise dos problemas e na perseverante insistência de que a política (e todo o comportamento) tem de ser orientada racionalmente e julgada por normas éticas absolutas.

·         Platão e Aristóteles refletiram sobre as principais questões políticas de sua época e redigiram algumas obras onde aparece de forma clara suas idéias em torno da política grega.

·         Em suas obras, tal como A república, Platão define a democracia como o estado no qual reina a liberdade e descreve uma sociedade utópica dirigida pelos filósofos, únicos conhecedores da autêntica realidade, que ocupariam o lugar dos reis, tiranos e oligarcas. Desta forma, dentre as diversas contribuições que poderíamos extrair do conjunto da obra de Platão podemos destacar a idéia de que todo filósofo deve ter um papel ativo na administração da sociedade.

·          Aristóteles, Em A Política, o primeiro tratado conhecido sobre a natureza, funções e divisão do estado e as várias formas de governo defendeu, equilíbrio e moderação na prática do poder, na busca do bem, o homem forma a comunidade, que se organiza pela distribuição das tarefas especializadas. Aristóteles procurou demonstrar que somente na cidade-estado o homem seria capaz de desenvolver todas as suas capacidades. A pólis seria aquela cidade que torna possível a felicidade obtida pela vida criativa da razão. À felicidade individual deve corresponder o bem comum.

·         A preocupação desses filósofos era trazer para o centro de suas indagações o HOMEM como ser capaz de produzir conhecimento através do desenvolvimento de sua Moral. Acreditavam, portanto, que o Conhecimento – a Filosofia – tinha uma função social, e por isso, consistia na formação de cidadãos como tarefa indispensável para a transformação da sociedade.

·         A democracia ateniense estava, dessa maneira, no centro de todas as grandes realizações desse período. O poder era exercido por Conselhos e Magistrados eleitos anualmente, diretamente ou por sorteio. O poder mais alto era a Assembléia popular, organizada por meio de votações realizadas com o erguimento das mãos, logicamente destinado àqueles que tinham a habilidade e a oralidade bem desenvoltas, como no caso específico dos “Eupátridas” (os bem nascidos), a classe dos aristocratas que tinham acesso ao conhecimento. Os “georgói” (pequenos proprietários) e os “Thetas” (artesãos e marginalizados) podiam participar das decisões, mas muitas vezes eram manipulados.

·         Conclui-se então que a democracia Ateniense se fundamentou a partir de uma noção de:
·         Que havia uma grande contradição no regime democrático dos atenienses. O poder não era exercido pelo povo como entendemos na etimologia da palavra “DEMOKRATÓS”, mas sim uma política para o povo e não pelo povo, portanto uma pequena porcentagem da população. A grande maioria da população, composta de Metecos (comerciantes estrangeiros), mulheres e escravos, estava absolutamente destituída do poder político e da participação na Assembléia.
·         Com influências dos pensamentos de:

·         Sócrates: Análise dos problemas e na perseverante insistência de que a política (e todo o comportamento) tem de ser orientada racionalmente e julgada por normas éticas absolutas.

·         Platão: Definição da democracia como o estado no qual reina a liberdade e descreve uma sociedade utópica dirigida pelos filósofos podemos destacar a idéia de que todo filósofo deve ter um papel ativo na administração da sociedade.

·         Aristóteles: Equilíbrio e moderação na prática do poder, na busca do bem, o homem forma a comunidade, que se organiza pela distribuição das tarefas especializadas.

·         Acreditavam, portanto, que o Conhecimento – a Filosofia – tinha uma função social, e por isso, consistia na formação de cidadãos como tarefa indispensável para a transformação da sociedade.

·         Platão e Aristóteles acreditam que o Estado, para que ele possa cumprir sua função essencial de garantir a paz, a justiça e o bem-estar para todos, é necessário dispor de um governo sábio e justo. O bom governo depende da virtude de bons governantes e as massas devem ser dirigidas por homens que se distinguem pelo saber, sendo levado assim a conceber uma espécie sofocracia, um governo dos sábios. A proposta de Platão leva a um modelo aristocrático de poder, mas não a uma aristocracia da riqueza e sim, da inteligência, em que o poder é confiado aos melhores.


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