Aristóteles: suas concepções e influências.


Aristóteles nasceu em 384 a.C na antiga cidade de Estagira, atualmente a região da Calcídica, na Grécia. Com 17 anos mudou-se para Atenas, onde passou a ser discípulo de Platão e, também, onde fundou sua escola chamada Liceu.
Em dado momento de sua vida, Aristóteles depara-se com questionamentos a ideia fundamental da filosofia de Platão, a partir de então, seus pensamentos iriam se afastar.
Para Platão e como estudado em sala de aula, o mundo existia em 2 formas: o apreendido por nossos sentidos – mundo das coisas-, e o abstrato, – mundo das ideias-, acessível somente por nosso intelecto. Já na afirmação de Aristóteles, existe apenas um único mundo, o qual nós vivemos, sensível e inteligível. Em suas concepções, a origem da ideia se dá através da observação de objetos e consequente formulação de ideias sobre os mesmos.
Aristóteles ademais defendia que o ser podia ser tomado como ato e potência, que prevaleceriam sobre todos os seres. Usando sua afirmativa é possível explicar a mudança das coisas, assim, o pensamento de que as coisas deixam de ser quando mudam é descartado por Aristóteles, uma vez que quando ocorrem mudanças o ser deixa de ser potência e passa a ser ato.
Tal pensamento influenciou diversos intelectuais e principalmente a tendência filosófica medieval, denominada escolástica e seus precursores como Santo Tomás de Aquino.
Com a união da filosofia aristotélica e as verdades teológicas da fé cristã, São Tomás de Aquino diz que no ser há uma única alma, intrinsecamente unida ao corpo, afirmação essa, que “bate de frente” com as concepções de uma época marcada pelo espiritualismo de Santo Agostinho e por sua vez, o desprezo pela matéria.
Para que a essência das coisas fosse extraída, seria necessário que a potência se transformasse em ato, e para o pensador o único ser acima da dicotomia (divisão ato-potência) é Deus, considerado por ele, “ato puro”. Para São Tomás, cada ser possui sua essência particular, esperando ser desenvolvida com a utilização de instrumentos fundamentais: a razão e a prudência.

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